As
amarras podem ser sutis ou brutais. Elas nos ligam a
conceitos, valores dos quais é difícil
fugir. Os trabalhos que compõe a Exposição
Individual da artista plástica Vani Foletto foram
elaborados tendo como princípio os laços,
coisas a nos prender e tolher os movimentos. São
oito obras com figuras humanas de aparências andrógenas,
talvez femininas, de colorido bem marcado e muito vibrante
e relevos e planos. Não se trata mais de pintura-pintura,
mas de objeto-pintura construído pela união
de vários materiais, como madeira, papel, fio
de luz e pregos. Os pregos formam linhas e são
envoltos por tecidos, couro ou colagens.
Os trabalhos trazem a discussão
sobre o objeto-pintura. Temos um objeto que depois de
ter passado pelo processo tradicional de tinta a óleo,
é, então, recortado. Passa a ser um elemento
em que outros materiais, cores e formas fazem evocar
outros significados. As amarras podem ser quebradas
evitadas, quebradas, para o ser humano alcançar
a sua vocação que é a liberdade.
Os trabalhos estão expostos na Sala Spazio d’Arte
da Associação Italiana de Santa Maria,
de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das
14h às 20h, e nos sábados, das 9h às
12h.
A mostra acontece até 29 de novembro.
A Spazio fica na sede da AISM, na Rua
do Acampamento, 255.
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